
Foi no Natal, quando os Fukasawa vieram nos visitar.
Felipe-fofo esbanjando sua fofiura pelos cantos da casa, chamando a tia Eica e o tio Maumicio, cantando todas as musicas do Cocoricoh, pedindo "mida", "coio", brincando com o dedeh, descobrindo a "cow"... Tantas novidades e a casa ganhou uma vida diferente, um "barulhinho bom" =O), que quando se foi, deixou um vazio e um silencio ensurdecedores. Mauricinho, mais cedo do que eu poderia prever, deu de cara com seu espirito paterno e decidiu que era hora, que estava preparado.
Preparado???? Como assim???? Claro que nao estava preparado. Nem ele nem eu!

E encaramos toda nossa falta de preparo, nas poucas horas em que ficamos, digamos assim, a sos com o Felipe =O)... Resolvemos dar umas horinhas de folga pros pais-tempo-integral e manda-los ao cinema. No big deal, poxa, soh duas horinhas... o que poderia sair errado???? Vejam o que o fofo nos aprontou:
Antes de sairem, Fuka e Martinha, trocaram a fralda (ainda bem, pensei). Estava tudo certo, nao haveria nenhum contratempo. Ficamos brincando com o Felipe um pouco e em seguida colocamos o dvd do Cocoricoh. Uma felicidade soh. Tao tranquilo! Felipe cantava, dancava, ria, uma felicidade!
Ateh que ele comeca a dar umas olhadinhas para tras, onde estavamos sentados. Na hora nao entendi, pensei ateh que ele estivesse de saco cheio do tal dvd.

Felipe levanta do sofazinho e vem em minha direcao. Eu pego Felipe no colo. Mauricio comenta:
-Nossa, a Martinha estava certa, o Felipe tem chule mesmo!!!
Eu: - Que isso, claro que nao!
No mesmo instante um pensamento macabro me passa pela cabeca: cheirar a fralda! Obvio que eu pedi pro Maricio cheirar. Era isso, ou melhor, AQUILO! Numero dois! Jesus!!!!! Foi um "Deus nos acuda"!
Forra o chao, coloca o Felipe deitado, tira a roupa, Mauricio segura as pernas do pobrezinho, que fica tao quietinho, que nao dah nem pra acreditar. Eu separo o material de trabalho (pra trocar a fralda), conto ateh 3 e lah vamos nos!

Abro a fralda, quase vomito, vejo que eh numero dois, mole, esparramado e grudento. Entro em panico, penso em levar o Felipe pra de baixo do chuveiro, repenso. Quase vomito novamente, pego a caixa de lencos umidecidos, uso um, dois, tres... "putz, a caixa vai esvaziar e o coco nao vai sumir"... quatro, cinco, seis... Mauricio estah quase vomitando tambem, e Felipe, ah tadinho, tranquilao assistindo o Cocoricoh. Sete, oito, nove... "ai meu Deus, serah que a Martinha usa tanto lencinho assim??".... dez, onze, doze... "ufa, acho que acabou". Pega o paninho, seca, pega a fralda boa, coloca, veste a roupa, joga a fralda estragada fora, e finalmente, missao cumprida! "Se bem que, hmmmmm, que cheiro eh esse??" E tome de bom ar pela casa, que aquela altura jah estava empestiada! Nao se enganem com a brevidade do relato, o processo foi bem demorado, e o cheiro, ha quem sinta ateh hoje.

Seria uma operacao traumatizante, com direito a ficar de mau com a pobre crianca e para sempre cortar relacoes com a familia. Seria! Nao fosse o "tituh", ou, pra quem nao conhece Felipes, "thank you", ao final do doloroso processo.
O reconhecimento do pequeno pelo nosso feito e graca com a qual o fez, nos emocionou e continuamos amigos ateh hoje =O)
PS. Estava devendo essas fotos, fazia um tempao, neh?! Eh como eu sempre digo, eu tardo mas nao falho ;O) Ah sim, e a Martinha soh usa 3 lencinhos pra limpar coco:*o